domingo, 20 de março de 2011

MUDAR

Vamos mudar de casa!

Algo que desejávamos há algum tempo, esta se realizando agora, com a venda desse apartamento e compra de outro, por isso comecei a organizar as gavetas de minha mesa. 
Vai levar tempo!
Porque não significa apenas ajeitar as coisas e arrumar aquelas coisas que está fora do lugar e então embalar.
Significa remexer em papéis, ler coisas guardadas, descobrir o sentido de alguns jornais velhos, recorte de revistas e porque estão ali. É olhar fotos antigas e viajar no tempo. Amassar papéis e se desprender de coisas que talvez um dia possa fazer falta.
Abandonar pensamentos que foram transcritos por algum motivo.

Quando eu era adolescente, eu vivia arrumando a minha caixinha de guardados. Sim uma caixa, pois éramos oito irmãos, dividíamos gavetas, armário roupas enfim, eu dividia a gaveta com minha irmã mais velha não tive escrivaninha muito menos uma gaveta só minha, mas naquela caixinha cabia todo meu mundo.

Então quando conseguia privacidade em algum cantinho da enorme e barulhenta casa, eu relia as poesias que escrevia ou que copiava, em cadernos onde eu mesma pintava figuras ou recortava e colava de revistas velhas, folheava os diários de anos anteriores, fazia isso quando ia estudar então acabava organizando os cadernos da escola também. Adorava fazer isso!

Hoje tenho um espaço só meu,e que vamos manter na nova casa , para escrever ler, navegar, uma escrivaninha minha.
Mas a ‘caixa de guardados’ este sempre comigo hoje na forma de gavetas e pastas.
Agora, adiei por muito tempo esse encontro com a minha memória. E estou fazendo em partes, não é só a mudança que me motiva a isto.

É que o coração balança ao desprender o que há de mim em folhas solta.

quarta-feira, 9 de março de 2011

CINZAS

"Chegou a hora de retomar tudo.
Há um gerente esperando, um inimigo conspirando, uma esposa transpirando, um amante desesperando.
 Há que se dar um jeito no disco emperrado, na janela emperrada, no amor emperrado.
 Há que se ler poesia!
É preciso ler poesia.
É cada vez mais necessário ler poesia.
É cinzas, é há uma certa esperança”-Ivan Angelo
 
 

domingo, 6 de março de 2011

DOLCE PIOGGERILLINA

Ela apareceu na jardineira de nosso predio, encolhida em um cantinho e não mostrou resistencia quando me aproximei para vê-la mais de perto,contei sobre esse encontro a  alguns dias atras.Eu e meu marido fizemos o que achamos mais viavel para tentar encontrar seus donos; espalhei aqui pelo bairro,na padaria,em um pet-shop na avenida principal, em loja de amigos, enfim!Onde me foi permitido contei sobre o “gatinho encontrado”,deixando  telefone para contato. Ninguém apareceu nem mesmo ligou...
Isso aconteceu dia 23/02; levamos a gatinha(o) na veterinaria que cuida da Luna e da Namy nossas gatas, no dia 25/02, para ser examinada por prevenção. Engraçado que quando fizemos o registro o Valdir ,meu marido,contou rapidamente a historia dela e disse para a  atendente :
“ Pode colocar Sem-nome”. Notei como as pessoas voltaram-se para nós qdo foi chamada p/ a consulta.
No exame clinico soubemos então que era uma gatinha com seus dois anos aproximadamente, alguns dentinhos quebrados, e que estava sofrendo dores com uma otite fortissima, que a marca no pescocinho dela se tratava de uma coleira de ‘segurança’ isso é; ela era mantida presa para não ‘incomodar’ as pessoas ou algo parecido,a medica pediu que fizessemos um exame de sangue para identificar aids,hepatite entre outras doenças. Fez algumas recomendações quanto a adaptação com as “vovozinhas” que é como ela chama carinhosamente a Luce de Luna e Namy Tanoshy ,pois elas  tem 17 anos,isso corresponde a 70 anos humanos. E nos disse mais:
“Desistam de encontrar seus donos, ela escolheu voces e não teria melhor escolha! Um cão já é dificil de ser procurado se perdido, gatos então nem se fale.” Meu marido o mais reticente até então respondeu:
“Bem, então temos que providenciar mais um selo da familia para colocar no carro!”
E sorriu para mim, acarinhando a gatinha;como eu amo e admiro este homem meu Deus!
Na saida, ao pagar a consulta e os exames, a atendente nos perguntou sobre o nome dela, ele me olhou interrogativo, respondi:
“O nome dela é Dolce Pioggerillina! Que quer dizer Meiga Garotinha em italiano!”. Todos os meus gatos sempre tiveram nomes compostos,logico que não uso os dois p/ chamá-las,e eu nunca uso nomes de “humanos”, seria ofensivo á eles creio nisso! Antes de sairmos a atendente nos olhou e disse ternamente:
“Olha,parabéns pelo gesto de vocês!Obrigada por isso!”.

Então aqui esta a mais nova membro da familia Valdir e Mára: